sexta-feira, 13 de abril de 2007

Sophia Scholl


Era membro da Rosa Branca movimento de resistência anti-nazista. Foi condenada por traição e executada na guilhotina. É conhecida como uma das poucas alemãs que se opuseram ativamente ao terceiro reich durante a Segunda Guerra Mundial e é também vista como um mártir.Segue o caminho para a guilhotina seu irmão Hans e Christoph Probst. Os três pertencem a um grupo clandestino antifascista de estudantes, denominado “Rosa Branca”. Pichavam muros, distribuíam panfletos e enviavam pelo correio, como instrumento de propaganda democrática, tentando conscientizar sobre a falta de liberdade e a aventura absurda e trágica que significa a Segunda Guerra Mundial.
Sophie Scholl teve uma infância livre de privações; quando ela nasceu, seu pai era prefeito de Forchtenberg am Kocher. De ideário democrata, longe de cargos públicos diante da avançada nazista, Seu pai cai na prisão, ao ser denunciado por um empregado, por falar mal de Hitler em 1942. Este fato, que é remarcado no filme, somado à prisão de seu irmão em 1937 por pertencer ao Movimento Cristão das Juventudes Alemãs, faz com que Sophie mude sua adesão inicial ao regime nacional-socialista, e com sua afiliação à Liga de Garotas Alemãs das Juventudes Hitlerianas cai em profundo pessimismo.

Em 18 de fevereiro de 1943, Sophie e Hans Scholl realizam a última distribuição de panfletos dentro da Universidade de Munique. Fatalmente ficam alguns na mala de Sophie, que decide distribuí-los poucos minutos antes da saída dos alunos das salas de aula. Encontrando-se no segundo andar, ao ouvir o sinal, joga despreocupadamente um monte de panfletos que caem no pátio central. Ao ver a ação, o encarregado do edifício os detém e dá aviso imediato à Gestapo. Posteriormente, outros integrantes da Rosa Branca são processados e alguns deles também condenados à morte. O terror nazista. A Gestapo, os judeus e o povo alemão, de Eric Johnson recorda este caso.O calvário de Sophie e de seu irmão dura cinco dias. São considerados culpados num juízo quase digno do grotesco pelo absurdo, e sentenciados. O impactante da realização de Rothemund é que se apóia, pela primeira vez no cinema, nas versões taquigráficas dos interrogatórios, ampliando seu rigor histórico.

Acrescenta ao drama a carta que Else Gebel dirige aos pais de Sophie pouco depois, e que serve também ao filme. A mulher é uma prisioneira política alemã que a Gestapo coloca na prisão para espionar a moça, mas que muda suas convicções e não delata nada a seus captores. Sua carta permite conhecer os diálogos, os temores e anseios que Sophie Scholl manifesta nesses poucos dias e que o filme mostra com incontestável solvência.
Essa relação de encarceramento é retratada também em Cinco Últimos Dias, de Percy Adlon (Bagdá Café) e as atividades do grupo na distante A Rosa Branca (Die Weibe rose, Michael Verhoeven, 1982) ambas protagonizadas por Lena Stolze como Sophie Scholl. Aqui o papel é confiado à impressionante Julia Jentsch (Os Educadores, Hans Weingartner), que recreia com solvência os complexos matizes da jovem mártir.
Sem golpes baixos nem didatismos, profundamente humana, emotiva e comprometida, Sophie Scholl: Die letzten Tage é o contrário de A Queda e seu entusiasmo acrítico. Tudo é valor e altivez, mas parece não haver uma saída. Trata-se de um sensível canto à ética.

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